Bruxismo infantil – Tire suas dúvidas


Já percebeu se sua criança faz uma pressão com os dentes rangendo ou forçando mesmo estando dormindo? Atente-se a esta questão para verificar se existe a possibilidade de ela ter desenvolvido bruxismo.

Segundo dados de pesquisa do segundo semestre de 2017, na população mundial, cerca de 30% das pessoas têm bruxismo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, dados apontam que o problema atinge cerca de 40% da população.

As causas mais comuns são estresse, ansiedade, problemas respiratórios, dentários e tensão.

Não se caracteriza o bruxismo como uma doença gravíssima, contudo é um transtorno perigoso, o qual pode causar lesões dentárias permanentes se não for tratado a tempo hábil.


Entendendo melhor o bruxismo infantil

Especialistas indicam que o bruxismo atende cerca de 40% de crianças na idade de 6 anos, caindo para 17% quando passam desta idade e tendendo a aumentar novamente dentro da faixa etária entre 8 e 9 anos, em um percentual de 24%.

Há de fato três tipos de bruxismo:

· Bruxismo em vigília, que acontece quando as crianças fazem o movimento de ranger os dentes acordadas.

· Bruxismo do sono, que acontece quando as crianças estão dormindo.

· Bruxismo primário: de causas ainda estudadas, mas estima-se que o problema tenha causas genéticas.

Vários fatores podem estar ligados a este distúrbio: qualidade de sono ruim, ato involuntário de fazer xixi na cama, condições de sonambulismo, falar enquanto está dormindo, asma, rinites alérgicas, dentre outros quadros.

Um fator que deve ser observado é a exposição de crianças a eletrônicos continuadamente, aonde pesquisas e estudos científicos comprovaram que nesta situação as crianças tendem a ranger mais os dentes.


Como diagnosticar o bruxismo?

É bem simples pois basta que se observe os movimentos de ranger os dentes de forma muito intensa e brusca, estando a criança acordada ou dormindo.

Observe que muitas causas podem levar as crianças a um quadro de bruxismo, inclusive ansiedade, hiperatividade, déficit de atenção e prescrição de medicamentos controlados.

Os especialistas que cuidam deste distúrbio trabalham conjuntamente: dentistas, fonoaudiólogos e otorrinolaringologistas, cada um verificando o aspecto que lhes cabe em suas correspondentes áreas.


Elencando algumas causas

- Fatores oclusais: quando existem interferências dentais que impedem que a mordida tenha um bom encaixe;

- Fatores de ordem sistêmica: respiração bucal, deficiências nutricionais, distúrbios neurológicos (p. ex. autismo);

- Fatores emocionais: stress, agenda lotada de atividades, a chegada de um irmão, divórcio na família, escola nova, hiperatividade, entre outros;

- Fatores hereditários;

- Hábitos alimentares inadequados como não mastigar de forma correta os alimentos ou mastigar muito rápido, não sentindo-os nos dentes, quase que engolindo.


Tratamento do bruxismo

Cada caso é muito individual e deve ser analisado com bastante cuidado.

Por exemplo: se uma criança apresenta bruxismo devido a um procedimento de oclusão dentária, haverá algum tipo de correção ou interferência dental para ajustar alguma irregularidade na mordida harmonizando os dentes.

Então o tratamento varia bastante conforme o caso.


O que se pode fazer para prevenir o bruxismo?

- Estimular alimentos fibrosos e em pedaços desde pequenos, para que possam desenvolver uma mastigação vigorosa e eficiente.

- Ter cuidados com hábitos prolongados de chupeta e mamadeira. Eles alteram a mordida da criança podendo criar interferências dentais e alterações musculares e ósseas.

- Procurar favorecer um ambiente tranquilo que anteceda o sono. Evite deixar luzes acesas ou usar aparelhos eletrônicos antes da criança ir para a cama

– Evitar o consumo de comidas pesadas, brincadeiras que exijam concentração e exercícios físicos antes de dormir.

- Manter uma rotina fixa, com horários para deitar e acordar.


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